julijolie

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  • o leme vira

    2011年 03月 14日 10:37

    Deve ser patético ler sobre a minha vida neste blog, mas como na vida há pessoas de todo o tipo, eu sou uma daquelas que adoram escrever e não posso deixar de praticar este hobby de escrever sobre a vida.
    Mas sei que já estou cansada de tornar pública a minha vida. Quero escrever para um diário com uma capa de tecido florido, guardado no criado mudo ao lado de minha cama confortável.
    Não sei se até lá ela será uma cama de casal e acompanhada. Não sei.
    Talvez eu me case com um piloto de avião que sempre me deixará por várias noites sozinha e será que pensando nele ?
    Sei que hoje a noite está perfeita para escrever com a janela aberta, enquanto ouço um jazz.
    Ultimamente não tenho tido me deleitado muita a esses prazeres. Eles tem se tornado raros, talvez pela preocupação que tenho tido a respeito de trabalho e de fumar ou não fumar maconha.
    Mas hoje, há poucos minutos lembrei de uma passagem do livro "Criatividade Quântica" de Amit Goswami, quando ele conta a história de alguém que queria atingir o dharma e então para isso ele explica que uma pessoa que se concentra, mas se permite relaxar é aquela que o atingirá. Não basta só a concentração.
    Bom, e deixando este assunto de lado, quero registrar este momento em que consegui ver uma luz no fim do túnel........ sim ! Já sei o que farei com o dinheiro que minha mãe tem me patrocinado.
    Preciso sair daqui com motivos que me levem além. Cansei de histórinha e dinheiro que não me leva nem à sorveteria!!! Isso é um absurdo !!! E eu não posso continuar escrevendo sobre minhas reclamações!
    Quero ter uma vida privê, e poder deitar num lençol bem esticado. Sou a favor da escravidão e farei o que estiver ao meu alcance para continuar com aquele interesse de que as pessoas possam se libertar.
    Persisto em continuar ser Polyana demais, mas é muito chato como estamos, e será bem mais legal se pudermos ser todos limpinhos rsrsrs... inteligentes. Não seria o máximo ???
    Só teremos de lidar com as catástrofes da natureza. Disso nunca seremos invictos.
    Acabo de remontar o enredo do filme Avatar.
    Obrigado gado gado do do du du du.... (eco)
  • fase nova

    2011年 02月 24日 03:23

    Fase nova faz a roda girar, disse meu melhor amigo. Um giro nem tão emocionante e tão melancólico que chega a me dar enjôo.
    Muitas músicas ouvidas através da rádio oifm.com ou pela estrada.
    Meu vício mais saudável me faz viver somente embalada pelos sons ou dissonâncias, criando minha história por ritmos que me fazem feliz ao me acionarem a dançar, pensar, sonhar.
    Detesto quando me irrito com elas ou não as encontro e restam-me os pensamentos falando alto.
    Um pouco de haxixe, de mal-humor, de fluoxetina e agora de risadas.
    Mudei para a casa dos defensores da eduação e da filosofia. Sinto-me protegida, como se o meu passado pudesse se salvar de toda a escória que me reprimiu desde os 3 anos de idade.
    Mas ainda temo a repressão a se repetir nos dias de hoje e na vida de pessoas que amo. Assim, só faço pra que elas estejam rodeadas ao máximo do mais puro da liberdade, como permite a música.
    Enquanto isso vou tentando otimizar meu tempo para ficar o quanto posso longe dessas leis e habitar meu mundo tão sonhado.
  • muda

    2011年 02月 11日 00:36

    Novamente vou sentindo aquela película me envolvendo, deixando meu corpo preguiçoso, imobilizando meus membros, sugerindo-me deitar durante o dia.
    Enquanto isso vejo que a árvore onde estou, está frondosa aproveitando os raios de sol e a chuva. Suas folhas brilham e eu paralisada as observo de ponta cabeça.
    Gotas de umidade escorrem dos galhos e vem molhar meu casulo mal trançado. Parece que não consigo ver bem o lado de fora, mas o que me impede não são os fios que formam meu casulo, mas meus olhos que estão semi-abertos.
    Um pouco do vento me balança e então aproveito para me felicitar, e assim, fecho mais meus olhos e ainda mais imersa no mundo imaginável, de sonoridades levitantes, por ele me perco nas suavidades de andar sem sapatos e sem o chão a me conduzir. é como a imaginação dentro da imaginação.
    Busco então sons de violinos que procuram me erguer num passo mais tranquilo para que de repente o som das baquetas aceleradas numa bateria façam rodar o meu corpo e cabeça para mais longe eu possa estar. distante desta vida ao encontro de algumas pessoas, distante da morte e dos pesadelos ao encontro da vida maior, como a que eu sinto que por vezes me empurra e subitamente aparece para dar o sinal de que ela está no meu caminho.
  • tudo como era antigamente ???

    2010年 12月 13日 09:20

    Não!
    Um pouco mais. Pelo o amor.

    Há quanto tempo não transcrevo o que se passa.
    Quis vestir um vestido branco, e então escolhi o mais discreto. Pedaço de tecido dominando os fios e a vontade eterna de dormir.
    Meus olhos querem fechar, minha cabeça pesada, culpada, pende para frente e para trás.
    - Irei acordar cedo amanhã?
    Minha depressão quer desaparecer, igual uma certa covardia que um dia fez as malas e saiu sem deixar vestígios para um certo amigo que alimentou-a de ética.
    Melhor ser assim, quando eu crescer.
    Do outro lado: o que me faz conversar comigo, me faz durar pelas músicas, escritas, leituras, pensamentos sobre tudo e todos. Mas até que ponto ?
    Propriedades que um dia podem me deserdar do mundo. E até que ponto?
    Tantas propriedades minhas, confusas, dispersas... propriedades minhas dispersas .
    O equilíbrio na métrica das frases, das rimas.

    Tudo para atingir um só ideal, ou vários por um ideal só.
  • Códigos

    2010年 08月 11日 05:43

    xxxo xoxo
    xx o xxoxox
    xxxoo xxxooxo
    oooooooo !
    XxX!
    o x
    xxx
    x
    o
    x
    xxx...
  • Conversas com D.Antonia.

    2010年 07月 19日 11:06

    Na verdade, deveria estar escrevendo na minha dissertação neste momento, rasgando os conceitos, detonando os fotógrafos, viajando nas imagens, mas achei que seria melhor pra mim, conversar com os meus botões. (rum-mm)
    Bom, na sexta-feira minha vó (Dona Antonia) faleceu por volta das 10h da manhã. Um acontecimento que eu já esperava.
    Senti um estremecimento de tristeza, nervoso e frio neste dia em que fui me despedir dela, e quando ao encontro com o corpo, com o velório, e conversas sobre os últimos instantes dela, o que aconteceu é que fui tomada de muita paz.
    Obviamente, minha cabeça, incessante com os pensamentos sobre a vida que acontece ao meu redor, foi buscar razões para essa paz que pairou no ar até então.
    Devem ser muitas as versões, as pensadas pelos meu irmãos, primos, primas, irmãs, irmãos dela, seu filhos, amigos, parentes e mais parentes, mas a minha é de que a vó saiu de fininho do mundo para seu mundo. Não é especificação sobre os mundos, pois talvez eles sejam o mesmo.
    A vó deu muita ajuda às pessoas, rezou por muitas pessoas desse mundo de meu Deus católico, e sempre estava em equilíbrio na sua corda da vida, cheia de tremulações e intrigas. E ela lá, firme e forte, pensando, fazendo e mandando, que também era o seu forte rsrsrs... porém, mandava só o necessário, não era do tipo tecnocrata que manda fazer o desnecessário !!!
    Ela sabia viver simplesmente, com o que suas necessidades pediam, e fazendo aquilo que era necessário ...desde a lavar um monte de roupas com as próprias mãos até ajudar pessoas quem ela nem conhecia. Simples, simples, simples ... e inteligente!
    Cortava uma couve como ninguém hehehe... couve bem fininha ! Corte 0.0 rsrsr...
    Poizé, mas ela se foi ... pediu para ser internada e saiu de casa dando ordens à sua irmã gêmea, talvez a sua melhor amiga e pessoa mais próxima. No hospital, antes de entrar na UTI lembrou à sua irmã de que ela não esquecesse de colocar o colírio em seu olho e mandou que ela se informasse sobre o oftalmo, se ele poderia consultá-la lá no hospital.
    Minha tia foi pra casa, e quando chegou em casa logo o telefone tocou com a notícia do falecimento ...
    Neste dia, minha vó atravessou o limite entre a vida e a morte sozinha, ninguém estava ao lado dela, e eu acho que dessa forma, ela pôde fazer sua passagem no encontro com a paz que talvez ela não imaginava ter cultivado pra si em sua vida.
    Seu rosto, no velório, era de paz. Paz tão plena que veio nos contagiar durante os últimos momentos em que estivemos com o seu corpo.
    Uma expressão somente, mas que nos deixou menos tristes neste dia em que sentíamos muito de não termos mais ela por perto para nos transmitir força e fé.
    Com ela foi o que eu aprendi: a ter fé. Algo de que às vezes somos carentes, e que pode nos doar inestimável força para continuar a lutar para ser feliz e querer que outras pessoas estejam felizes.
    No sábado, depois da missa de corpo presente, aprendi mais uma coisa... a riqueza é a simplicidade mesmo.
  • Sonho

    2010年 05月 19日 10:29

    Na prática: causos, organização e inspiração: zero.
    Um sonho: criação, cor e inspiração a mil.

    Memórias revisitadas de um amor da infância.
  • Vencer o olho do furacão.

    2010年 05月 10日 01:40

    Ao redor, pessoas tentam irritar meus olhos para que eu seja engolida pelo furacão.
    Mas ontem, vi o terror explícito de pessoas que enfrentaram tal perigo e não tentaram a chance de serem felizes. Foi muito triste ver os corpos de desânimo, e alguns marcados pela dor. Foram vencidos, na verdade, pela inquietude do invisível e incalável.
    Ter visto a guerra de longe, foi o suficiente para me deixar com medo e suspeitar mais dos meus inimigos.
    Pedi ajuda à Deus, aos santos e anjos, para todos me ajudarem nessa empreitada e fugir do olho do furacão.
    Fujo e saio para respirar aliviada.
    Fico e irei descobrir mais um pouco da minha identidade original.
    Com um pincel vou limpando cada camada. É um trabalho que levará muito tempo, mas que tem mostrado cores nunca vistas antes.
    Concentração e disciplina, são as palavras moventes neste momento.
    Amém.
  • xícara quebrada

    2010年 05月 9日 00:27

    Uma leveza por alguns muros que foram destruídos alguns dias.
    Pelos caminhos do bandejão, substâncias me envolvem e me fazem invisível. Percorro entre bolsões do espaço e tempo real, escondida atrás de sombras, costas. Em goladas, minha boca, meu nariz, minha cara são sugados pelo líquido laranja dos sucos.
    So just !
    Posso ouvir um som vibrante, soltar meus pés do chão. Isso me faz levitar.
    A dor o amor percorrendo sempre as veias da vida ... rising rising...
    deixe ela vibrar, pulsar, seu lugar aí está.
    Eu procuro o meu, onde mesmo ? Aqui mesmo onde estou
    esfacelar as máscaras, não as minhas, as dos outros irão se deteriorar no ar e vento poluído das cidades. Posso vê-las empoeiradas de seu desamor por aquilo que sente, a prisão de seus ventres férteis, acumulando os fetos da criação.
    Mas mesmo assim, sou mesma e igual no mundo em que todos ainda vivem como iguais, e me fascino quando vejo vazado o rastro de sangue escorrendo da camiseta ... sangue vermelho... escorrendo dos corpos que negam o que sentem.
    Muito bonito de ver ... zumbis, múmias por onde ainda corre sangue vivo.
    Salto pra ver por onde ando.
    Perdida, ainda vagando no mundo de mortos vivos, em busca da fortuna do amor, enquanto seu brilho amarelo quente pulsa dentro dela mesma.
    Não é frio, nem verde, é quente e brilha como amarelo.
    Dá a si o amor.
    Dá a si o amor.
    Dá a si o amor.
    O gozo a quem guardará num pote sujo, jogará fora num lixo qualquer, tão desalmado, desamado ... dê àquele que se ama também.
    A intriga do mundo é daquele que se desalmou. Jogue o no fogo dos infernos bem quentes e deixe que ele se queime à inexistência.
    Tive um sonho ...
    Uma borboleta e uma mariposa, a borboleta muito bonita com a ponta de uma das asas quebradas, abria-se e fechava-se porque só voa nos campos mais coloridos.
    A mariposa, ao lado, não se mexeu por um segundo, permaneceu estática em sua vida, como se estivesse a observar o que acontecia.
  • Eles não pensam o que sou.

    2010年 04月 25日 02:48

    Chupo o chocolate doce nos dedos que acabaram de lavar o lixo.
    Mais uma sexta-feira de terror, não uma sexta-feira 13, mas mais uma sexo-feira chuvosa em que me arrisco a ir na locadora a procura de um filme.
    Podia aceitar a proposta de alguns amigos, encher a cara num bar, jogar conversa fora e às vezes, por sorte, ter uma noite de raro prazer.
    Mas ainda indecisa do que melhor quero fazer por mim, encaro novamente a cena da locadora.
    Na locadora que eu costumo ir, o primeiro desafio é dar oi às mulheres que trabalham lá, pois é com desdém que elas te recepcionam. Este desafio tenho encarado fácil, pois num passo rápido atravesso a frente do balcão onde elas ficam e vou em busca de um novo filme, às vezes deixando para trás um grunhido de boa noite.
    Já em frente às prateleiras dos lançamentos, vou à caça dos filmes mais disputados e segurando-os pra que ninguém tome a decisão de pegá-los sem que antes eu decida se vou levá-los ou não.
    Bom, mas tudo isso, no meu mundo acostumado à guerrilhas, não me é difícil, sou bastante ágil. O que eu mais temo são os casais !
    Aaaii... como me sinto indefesa ao lado deles!
    E então, ultimamente, saio pensando como minha terapeuta pode achar tranquilo estar sozinha.
    Ao mesmo tempo não consigo entender por que eu não consigo pensar diferente: que estar sozinho é bom, e por isso devo ficar tranquila.
    Amor, o mistério da vida. Só quando amamos é que sentimos uma força maior nos movendo, conectando nossos pensamentos, impulsionando nossas idéias.
    Tenho sido movida pelo amor de algumas pessoas, mas não tenho conseguido amar ninguém, talvez só a natureza... e ela é grande demais para mim e por isso talvez não me satisfaço de amar, porque ela é grande demaaaaaaisss, eu não dou conta de amá-la por inteiro, de pensar em toda ela, nem de pensar num pedaço de grama entre meus dedos.
    Como seria bom amar.
    E lá na locadora, de repente aproximou-se um rapaz interessante mas logo vi a bolsa da namorada a tiracolo...ridículo! E depois, na fila - silenciosa atrás da estante de filmes brasileiros - enquanto aguardava para retirar meu filme (romântico), ouço um cliente perguntar de um filme, e essas conversas me interessam muito. O cliente, um rapaz bonito bem vestido e com uma mochila nas costas, perguntou sobre o filme "Natureza Selvagem". Eu na hora fiquei com vontade de dizer que esse filme era uma b..., mas o casal da noite estava por perto e começaram a falar sobre o filme pra ele. O rapaz falou alguma coisa sobre o Canadá - acho que o filme é sobre um canadense, não me lembro desse detalhe - e então, passou perto de mim indo em busca de um outro filme, talvez na estante dos lançamentos.
    Eu, peguei meu filme e ainda meio desnorteada saí da locadora pensando sobre meu ranzinzismo... "e eu ia falando que o filme era ruim ... o filme não era tão ruim assim, era a vida de um cara que quis viver com a natureza ... "
    E agora eu penso, o cara do filme antes de morrer escreveu alguma coisa que "a felicidade só pode ser felicidade quando é compartilhada", e eu naquele momento talvez estivesse só querendo ser feliz ...