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  • Bands that I want to see in the future and those that I already have or wish I have…

    2010年 01月 15日 20:19 by giansideros

    If you happen to stumble across this and have any recommendations or anything, please feel free to comment and if you happen to know if any of these bands are touring the UK, around the Midlands or Leicester to be more specific, I would be very grateful.

    I'll be updating this list from time to time, whenever I find an awesome band or something, oh and I need to sort these out into some kind of order

    BANDS THAT I WANT TO SEE: (in no particular order except Morbid Angel)

    Morbid Angel (especially if they ever get Erik Rutan back!)
    Cynic
    Angra
    Cannibal Corpse
    Symphony X
    Galneryus
    X JAPAN
    Alhambra
    Anthrax
    Napalm Death
    Atheist
    403 Forbiddena
    Van Halen
    Journey
    Annihilator
    Versailles
    Suffocation
    Gaia Prelude
    Danzig
    Misfits (even if it's never going to be with Danzig)
    Fear

    BANDS THAT I HAVE SEEN

    Megadeth
    Metallica
    Slayer
    Machine Head
    Iron Maiden
    Judas Priest
    Dream Theater
    Mastodon
    Stratovarius
    Testament
    HIM (they opened for Metallica and were rightly booed off early)
    Firewind
    Eden's Curse
    Bowling for Soup
    Papa Roach
    Stone Sour
    Lamb of God
    Killswitch Engage
    DragonForce (they were really really bad!)
    Wolfmother
    Velvet Revolver

    BANDS THAT I WISH I HAVE SEEN

    Death
    Control Denied
    Pantera
    Dead Kennedys
    Dark Hall
    Weather Report
    Ramones
    MD.45 (with Lee Ving on vocals of course)
  • 2010 Year beginning additions!

    2010年 01月 10日 14:58 by FangsFirst

    First, what has been opened from the unopened stack:

    Still to open from earlier I have:

    Willie Nelson's Shotgun Willie
    Steely Dan's Everything Must Go
    Modest Mouse's The Moon & Antarctica
    And the John Coltrane set The Impulse! Albums Volume 1 which includes Coltrane, Duke Ellington and John Coltrane, Live at The Village Vanguard, Africa/Brass and Ballads.
    Weather Report's Black Market and Heavy Weather
    The Band's Rock Of Ages
    Lindsey Buckingham's Go Insane
    The Decemberists' The Crane Wife
    Devo's Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!
    Jimi Hendrix's Band Of Gypsys
    Jethro Tull's Thick As A Brick
    Roxy Music's Avalon
    Paul Simon's Still Crazy After All These Years
    Ennio Morricone's score for The Mission
    KISS' Hotter Than Hell
    Philip Glass' Glassworks

    And adding, unopened:
    Drive-By Truckers' Dirty South, The Fine Print: A Collection of Oddities and Rarities 2003-2008 and Live From Austin, TX
    The Blood Brothers' Burn, Piano Island, Burn and Young Machetes
    Jason Isbell's Jason Isbell and the 400 Unit
    Tangerine Dream's Stratosfear
    John Mellencamp's Scarecrow
    Roxy Music's Siren
    Steely Dan's Katy Lied and Countdown To Ecstasy
    Elton John's Honky Chateau
    Cream's Fresh Cream
    The Psychedelic Furs' Talk Talk Talk



    January (so far, at least...):
    Beastie Boys' Paul's Boutique and Hello Nasty remasters
    Kylesa's Static Tensions
    The Replacements' All Shook Down
    White Zombie's Let Sleeping Corpses Lie set, which includes:
    Gods on Voodoo Moon, Pig Heaven/Slaughter the Grey, Psycho-Head Blowout, Soul-Crusher, Make Them Die Slowly, God of Thunder, La Sexorcisto: Devil Music Vol. 1, Astro-Creep:2000 - Songs Of Love, Destruction, And Other Synthetic Delusions Of The Electric Head and various soundtrack-only tracks
    The Blood Brothers' Crimes
    John Coltrane's Giant Steps
    Death's Sound Of Perseverence in deluxe form with live DVD
    Decapitated's Winds of Creation, also in deluxe form with live DVD
    Tom Waits' Big Time
  • 2009 Year end final additions

    2010年 01月 10日 14:36 by FangsFirst

    First, what has been opened from the unopened stack:
    Electric Light Orchestra's On the Third Day
    Nine Inch Nails' Y34RZ3R0R3M1X3D
    Supertramp's Crime of the Century
    Ted Nugent's Free-For-All
    Jackson Browne's Running On Empty in a rather cheap remaindered deluxe edition (to replace an already-sold barebones release)
    The Black Keys' Chulahoma EP
    Bill Evans' The Complete Village Vanguard Recordings, 1961
    U2's remastered Boy, October and War


    Still to open from earlier I have:

    Willie Nelson's Shotgun Willie
    Steely Dan's Everything Must Go
    Modest Mouse's The Moon & Antarctica
    And the John Coltrane set The Impulse! Albums Volume 1 which includes Coltrane, Duke Ellington and John Coltrane, Live at The Village Vanguard, Africa/Brass and Ballads.
    Weather Report's Black Market and Heavy Weather
    The Band's Rock Of Ages
    Lindsey Buckingham's Go Insane
    The Decemberists' The Crane Wife
    Devo's Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!
    Jimi Hendrix's Band Of Gypsys
    Jethro Tull's Thick As A Brick
    Roxy Music's Avalon
    Paul Simon's Still Crazy After All These Years
    Ennio Morricone's score for The Mission
    KISS' Hotter Than Hell
    Philip Glass' Glassworks

    And adding, unopened:


    December:
    Drive-By Truckers vocalist/guitarist/writer Patterson Hood's Murdering Oscar (And Other Love Songs)
    Vince Guaraldi's A Charlie Brown Christmas from work
    The Replacements' Hootenannny
    R.E.M.'s Reckoning in the IRS records form (so bonus tracks of varying kinds, rather than the lame Legacy Edition's "single incomplete live show" bonus tracks)
    Drive-By Truckers' Southern Rock Opera
    U2's Under A Blood Red Sky to complete my 1977-1984 box
    The Who's The Who Sell Out in fancy legacy edition 2 disc form.
  • TOP20 - Músicas...

    2010年 01月 3日 06:13 by RaulRoque


    É sempre legal selecionar algumas das músicas que mais significam e significaram algo pra você, não é mesmo? Nesses últimos dias estive pensando nisso e resolvi escolher algumas das faixas que mais me acompanharam durante todos esses anos de vida. Abdicando análises técnicas tanto líricas quanto sonoras, a coleção que agrupei aqui é intimamente pessoal - de fato as músicas que mais me influenciaram e estiveram presentes no meu dia a dia, independente se foram bem recebidas pela mídia em geral ou não. Ou se causaram algum impacto pelo mundo afora... A maioria se relaciona bastante com amor, nostalgia, rejeições e afabilidade. Um pouco os atributos, modéstia à parte, que compusaram minha vida até aqui.

    A única regra que propus é não repetir o mesmo artista durante a seleção. Sem mais delongas, segue a lista abaixo. Começando dos maiores pros menores, em ordem decrescente...




    Título: 再生That's What You Do
    Intérprete: Maximilian Hecker
    Composição: Maximilian Hecker
    Álbum/Single: Rose (2003)

    Sobre o artista: Não lembro ao certo quando conheci o Maximilian Hecker... Se não me falha a memória, foi conferindo um cover que ele fez pra música 再生Homesick, do Kings of Convenience em um fã-site dos noruegueses. A versão é realmente linda, em piano. Logo depois disso comecei a explorar mais os trabalhos dele, ouvindo desde seus primeiros álbuns até os atuais. Às vezes acho engraçado como ele não se tornou muito popular num ambiente e época tão propícios. Talvez por ser um pouco vanguardista, emotivo e sentimental demais. Mas há muito do Radiohead em diversas obras dele, porém creio eu de uma forma menos irascível e auto-flagelante. E com um lírico mais vivo e apaixonante... Ou seja, menos rock, mais acústico, folk, sinfônico e amável. Meu álbum favorito dele ainda continua sendo o Lady Sleep (2005) - embora Rose (2003) e Infinite Love Songs (2001) talvez sejam os mais pessoais dele - que é talvez o mais deprimente da carreira, entretanto conta com algumas canções bem belas. Um tanto solitárias e desnorteadas, mas belas. Maximilian é alemão (embora tenha grande popularidade na Ásia - China, em especial), natural de Heidenheim, tem (surpreendentes) 31 anos e cita suas influências como sendo, no geral, o indie/rock alternativo, com nomes como Tim Buckley, Bob Dylan, Fionn Regan e Radiohead.

    Sobre a música: É bem provável que essa seja uma das músicas mais simples do catálogo dele. Mas enfim, né. É uma das que mais com culpa me identifico. Digo com culpa porque, de certa forma, acho ela um pouco dramática, inocente e, principalmente, indolente demais. Daqueles que culpam a pessoa porque elas não os amam... Mas, como disse, produz algum conforto a mim nos momentos difíceis, ainda que eu saiba que estou sendo um tanto displicente. Nas primeiras estrofes, mais serenas, o narrador diz que ama, quer e deseja muito alguém para, depois, nas estrofes seguintes, mais bruscas, mostrar o outro lado da história, dizendo que quem ele ama, nega literalmente tudo que antes ele dissera que sente por ela, opondo-se a todos os seus sentimentos. É bem óbvia e simplória demais, mas pode atrair quem naturalmente já alguma vez tenha tido alguma experiência com isso. Ela me lembra um pouco o ensino médio. Aonde tive uma das minhas primeiras paixões platônicas e tal... Que infelizmente não tenho muito de bom pra recordar.

    Melhor Trecho:

    "But you don’t want me
    You don’t need me
    You don’t love me
    You don’t please me
    You don’t care for me and walk away
    That’s what you do"




    Título: 再生The Scientist
    Intérprete: Coldplay
    Composição: Chris Martin, Guy Berryman, Jon Buckland e Will Champion
    Álbum/Single: A Rush Of Blood To The Head (2002)

    Sobre o artista: Ah, Coldplay... Quem não conhece o Coldplay? Aqueles quatro britânicos que tentam, sem sucesso (felizmente), serem um Radiohead. Lembro quando os conheci, vendo o clipe exatamente dessa música na TV. No início, não me chamou tanto atenção, mas bastou algum tempo pra eu começar a vasculhar coisas deles pela internet e talvez terem se tornado uma das minhas bandas favoritas na época. Dizem que um jovem de classe média/alta, quando evolui musicalmente, passa do Coldplay pro Radiohead... Por níveis assim... Deveria eu acreditar nisso? Porque comigo não aconteceu assim... Ok, estou sendo irônico. O Coldplay é uma ótima banda pop/rock que, acredito eu, em pouco tempo sucederá o U2, considerando os apoteóticos hinos que eles vem desenvolvendo atualmente - sendo esse mesmo aqui mencionado, um dos exemplos. Eles são fortes, ainda sem o aval total dos críticos. E o melhor de tudo: abrangem desde o desfavorecido socialmente, até o favorecido socialmente. E olha que realmente são poucos os que conseguem a proeza... A banda é natural de Londres, Inglaterra. As influências, óbvio, mestre Thom Yorke, Jeff Buckley, Arcade Fire e Echo & The Bunnymen. Uma salada, realmente. E é o que na verdade eles são. Uma pena que, após a instauração da cultura indie (em suma, aquela que você percebe em alguém, quando esse alguém diz que Coldplay é muito pop e que prefere coisas mais "complexas"), eles não sejam levados tão mais a sério... Às vezes acho os indies muito deselegantes e, em negrito, por favor: hipócritas... Vários deles que começaram a desconasiderá-los após a massificação, ainda choram com essa música. Como disse eu uma vez, meu orgasmo social será quando Thom Yorke fizer um dueto com a Madonna... Suicidios à vista!

    Sobre a música: Bom, já falei erroneamente o bastante sobre a música acima, né. Mas ainda restaram alguns detalhes a serem relatados: essa música talvez tenha sido um dos meus primeiros contatos com o dito rock alternativo da época - se não me engano, R.E.M. foi minha primeira favorita no gênero. E chegou numa época em que, oficialmente, meu primeiro amor platônico aclarou-se. Essa também foi a primeira música (talvez oficialmente, de novo) que chorei - mas por iniciativa própria, confesso, estava querendo. Isso, em meados de 2004 ou 2003, acho, quando tinha 14 ou 13 anos de idade. Fase transitória, um pouco instável - embora eu considere a passagem dos 20 aos 30 anos, uma das mais árduas (e olha que nem estive lá ainda, heim, e já projeto). The Scientist conta sobre a inviabilidade de um amor, a abordagem pop do alternativo/indie, que eu me referenciei bastante quando escutei. E até hoje ainda concordo com a estrela Martin: "ninguém nunca disse que seria fácil." É, ninguém nunca disse mesmo... Bastante arrogante e egocêntrico que o convencional, o ser humano ainda sustenta uma saudável sensibilidade, não é mesmo? Felizmente!

    Melhor Trecho:

    "Nobody said it was easy
    Oh it's such a shame for us to part
    Nobody said it was easy
    No one ever said it would be so hard
    I'm going back to the start"




    Título: Nightjar
    Intérprete: Jon Hopkins
    Composição: Jon Hopkins
    Álbum/Single: Contact Note (2004)

    Sobre o artista: Jon Hopkins, jovem instrumentista inglês que já coleciona trabalhos com Coldplay (sim, é aquele mesmo detentor da melodia de 再生Life In Technicolor - Light Through the Veins, em sua versão original), Imogen Heap, David Holmes e Massive Attack. Primariamente eletrônico (ambiental; downtempo; chill-out), seu som sempre foi bastante ambiental. E seus álbuns, um tanto experimentais. Meu disco favorito dele ainda permanece sendo o Opalescent (2001), seu primeiro projeto. Sua sonoridade sempre foi relaxante, vertiginosa e ilusória. Apesar de contar já com 3 álbuns na estrada, pouco é conhecido sobre ele na grande mídia. Sua popularidade, idem: se limita a um grupo selecionado. Contact Note, o álbum da capa acima, traz contribuições com Imogen Heap e Lisa Lindley-Jones. Sempre gosto de ouvi-lo de vez em quando. Com maior frequência, a noite, ou, há alguns meses atrás, antes de dormir. Verdadeiramente lhe traz uma paz incomparável. Lembro de uma vez ir escutando o Opalescent o caminho todo até minha faculdade. No ônibus. Um trânsito enorme e o tempo, chuvoso. E é, foi possível se desvencilhar de tudo aquilo temporariamente... Nightjar, por pouco, não perdeu para Inner Peace e Lost in Thought nessa seleção, ambas do seu primeiro CD. Sempre achei seu som um pouco solitário, disperso e tudo mais. Mas de uma beleza desigual. Lindo mesmo. Sonhador. Vale a pena se deliciar...

    Sobre a música: Há exatos alguns minutos atrás descobri que Nightjar significa uma espécie de pássaro de hábito noturno que se alimenta de insetos... Interessante, não? De certa forma me identifico a respeito do fato de ter hábito noturno. A ambientação dessa é soturna. Começa com alguns leves toques de sino para dentro de alguns segundos, a atmosfera árida chegar. Essa talvez seja a faixa mais obscura e misteriosa do Jon Hopkins, ainda considerando que seu vasto material normalmente preencha essas características. Essa música se tornou marcante pra mim, creio eu, quando a escutei ininterruptamente durante uma madrugada. Acho que sem nenhuma razão em específico. Apenas degustando sua gélida jornada. O piano, as batidas, as progressões. Tudo louvável. Aconselhável escutar em algum momento, sozinho, às escuras, observando alguma paisagem e, melhor, pensando em algo que você ama. Mas inevitavelmente sempre me pego a relacionando com vida, natureza e tudo isso. E, do outro lado da coisa, ainda não consigo vê-la como uma música muito positiva. Consigo desenhar um homem, desiludido, ainda encontrando beleza na vida e, decididamente, se apegando a isso - pois é o que, no final das contas, resta-se pra se apegar.

    Melhor Trecho:

    Instrumental




    Título: 再生Hollywood on My Toothpaste
    Intérprete: Télépopmusik
    Composição: Fabrice Dumont, Michael Giffts e Stephan Haeri
    Álbum/Single: Angel Milk (2005)

    Sobre o artista: Télépopmusik é um grupo francês eletrônico (downtempo; trip hop) consistido por Fabrice Dumont, Stephan Haeri e Christophe Hetier. A carreira deles ainda é bem pequena, tendo seu início em 1998 e seu primeiro álbum, Genetic World (2001), só lançado 3 anos depois. Mas foi o Angel Milk (2005), que mais me chamou atenção. Seja pela capa intrigante ou, depois de escutá-lo, suas melodias um tanto melancólicas e desalentadas, porém bastante criativas. O lírico é relatável, ainda que comumente seja depressivo. Lembro que os conheci há pouco tempo atrás, quando, aqui mesmo no LastFM, vi que o Röyksopp (uma das minhas bandas favoritas), tinha eles como músicos relacionáveis. Conferi o Angel Milk e, pra minha surpresa - não tanta, avaliando que estava numa condição favorável - ele se tornou um dos inclusive álbuns favoritos. Principalmente em virtude das letras.

    Sobre a música: A música parcialmente descreve um cenário bem parecido que tive que lidar há semanas atrás. E de certa forma talvez descreva, mais fielmente ainda, alguns obstáculos que ela mesma tenha enfrentado ou ainda enfrente. É aquela coisa toda da obsessão: você amando alguém e esse alguém, sabendo disso, prossegue alimentando aquilo com falsas esperanças - parece que pelo simples fato de ter alguma satisfação em ver você desolado e visivelmente vulnerável. É, mais uma vez, o amor não correspondido sendo focado. Mas de uma forma bastante radical e trágica, mostrando um narrador perdidamente dependente. O que, de um jeito ou de outro, já fui em alguns relacionamentos. Ela é interpretada em um rap, transposto por uma ambientação enigmática e, às vezes, rude. A forma como os versos são ditos e, conforme a melodia áspera progride, transmite uma real sensação de desespero e confusão por parte do narrador. Nem há muito o que dizer aqui, mas sim ler a letra. Ela fala por si só... A guitarra, ao fim, é indescritível.

    Melhor Trecho:

    "It was a game to you
    Never a game to me
    Now you’re waiting to see what I’ll do next, but like a reflex
    I already know everything you said
    Last night was just another test, just another way
    For you to mess with my head"




    Título: No Excuses
    Intérprete: Air France
    Composição: Joel & Henrik
    Álbum/Single: No Way Down (2008)

    Sobre o artista: Air France é uma dupla eletrônica (disco; dance; eletropop) sueca de Gotemburgo composta por Joel e Henrik. O fator indie é tanto que não sei nem o nome deles completo, acredita? Eles possuem apenas dois EPs: On Trade Winds (2006) e No Way Down (2008). Quem quiser conferir, clique aqui para ir ao MySpace.

    Sobre a música: Conheci essa música inusitadamente em um programa de rádio em que o Pet Shop Boys escolheu algumas das músicas preferidas deles da década (se não me engano, foi na Absolute Radio). Assim que ouvi, prontamente me interessei e conferi esse EP: simplesmente maravilhoso. Do início ao fim. Às vezes até ainda penso em colocá-lo como um dos meus álbuns favoritos... No Excuses é magnífica. Uma das melodias mais lindas que escutei na minha vida. Vivaz, jovial, orgásmica, esplêndida! É um "Welcome!" efusivo à vida!

    Melhor Trecho:

    "No excuses left
    Waiting to fail, but not quite yet"




    Título: 再生Nobody Loves You (When You're Down And Out)
    Intérprete: John Lennon
    Composição: John Lennon
    Álbum/Single: Walls And Bridges (1974)

    Sobre o artista: Bom... Quem não conhece John Lennon? O mito. A lenda. Letras estupendas e idiosincráticas. Sem dúvida um dos maiores artistas do século. Singular. Único. Enfim, difícil defini-lo com meras palavras.

    Sobre a música: Confesso que fiquei com dúvida em qual música escolher dele. 再生Watching The Wheels, 再生Imagine ou 再生Happy Xmas (War Is Over)? E ainda sobrava God... Mas 再生Nobody Loves You (When You're Down And Out) certamente é uma das faixas dele que mais me identifico. Acho que nunca ninguém tinha sido tão direto, espontâneo e inteligente ao afirmar a frase que intitula essa música. As passagens "nobody loves you when you're down and out (ninguém te ama quando você está pra baixo)" e "everybody loves you when you're six foot in the ground (todos te amam quando você está por cima)" são impagáveis. Acho que há pouco mais de verdade no mundo caso se excetua essas duas ponderações... Infelizmente, em boa parte dos casos - e pessoas - é assim que funciona. E como é verdade que ninguém te ama mesmo quando você está na pior, não é mesmo? Ninguém. E, já ia me esquecendo: "It's all show biz!" Dizem que essa música foi escrita para o Paul McCartney... De qualquer forma, é um retrato venerável da sociedade - em uma das suas piores crueldades.

    Melhor Trecho:

    "Nobody loves you when you're old and grey
    Nobody needs you when you're upside down
    Everybody's hollerin' 'bout their own birthday
    Everybody loves you when you're six foot in the ground"




    Título: 再生Alpha Male
    Intérprete: Röyksopp
    Composição: Svein Berge e Torbjørn Brundtland
    Álbum/Single: The Understanding (2005)

    Sobre o artista: Röyksopp é uma dupla eletrônica (downtempo; chill-out; dance; eletropop) provinda de Tromsø, Noruega. Lembro que os conheci por meio de uma compilação da Ministry of Sound (Very Best of Chillout Sessions) de 2003, a partir da música 再生Eple. Recordo que, de imediato, essa não foi uma das que me chamaram mais atenção. No entanto, conforme o tempo, foi se tornando uma das minhas favoritas. Dentro de alguns dias já estava escutando o Melody A.M., primeiro álbum dos nórdicos, e The Understanding, segundo e talvez um dos mais populares deles. Engraçado que custou algumas semanas pra eu gostar do segundo trabalho e, em contrapartida, o primeiro instantanemante me fisgou, sendo 再生Poor Leno, 再生Sparks, 再生In Space e Remind Me uma das minhas pediletas. Era um Röyksopp mais experimental e relaxante. No The Understanding, a sonoridade passou a ser um pouco mais robusta e amigável (leia-se acessível), com canções mais edificantes (再生Only This Moment; What Else Is There?) e trechos que mantiveram a ousadia já anteriormente exprimida (再生Alpha Male; 再生Dead to the World). Esse ainda continua sendo meu álbum favorito e provavelmente o que mais escuto deles. Mais um que adquiri apreço ouvindo durante o caminho até minha faculdade, no ônibus. Dentre suas influências, Mike Oldfield, Talking Heads e Art of Noise marcam presença.

    Sobre a música: Orgásmica. Acho que já usei essa palavra aqui antes, não? Mas é a que melhor a define. Uma excitante erupção sequencial de sintetizadores. Um crescendo se inícia brando e indulgente para se transformar em um viril e elusivo instrumental que, ao final, recesa novamente. Uma cativante viagem... Se prepare, aperte os cintos e aproveite a jornada! Foi difícil escolher, mas acho que essa é minha favorita deles. Alguns notam uma pequena semelhança com o Pink Floyd por aqui. E eu, sob alguns ângulos, concordo. Ainda que Tangerine Dream e Kraftwerk fossem os nomes mais adequados.

    Melhor Trecho:

    Instrumental




    Título: You Can Close Your Eyes
    Intérprete: Ben Taylor, Carly Simon e Sally Taylor
    Composição: James Taylor
    Álbum/Single: Into White (2007)

    Sobre o artista: Infelizmente conheço bem pouco sobre a Carly Simon - algumas mais famosas e os últimos dois álbuns dela: Into White (2007) e This Kind Of Love (2008), sendo que o recém-lançado Never Been Gone (2009), ainda não escutei. Mas ela é bem popular nos Estados Unidos, seu país de origem. Carly nasceu em Nova Iorque e acumula, entre seus sucessos, faixas como 再生You're So Vain, 再生Nobody Does It Better e 再生You Belong To Me. Ela também é conhecida pelo seu relacionamento com James Taylor, um dos maiores compositores norte-americanos, do qual ela teve dois filhos: Sally Taylor e Ben Taylor, que graciosamente estão presentes nessa música descrita logo abaixo...

    Sobre a música: Originalmente escrita pelo seu antigo companheiro e pai dos seus dois filhos, James Taylor, nessa nova versão, em piano, ela é entoada por ela com a colaboração de ambos. Uma carinhosa união em família - sejam pelos vocais, compartilhados entre os três, simultaneamente, ou a composição lírica. Apesar da música ser meio triste e ter um ar de despedida, sempre tenho uma sensação confortadora. O melhor momento é ao final, quando, repetindo ao receptor que tudo ficará bem e que ele pode fechar seus olhos, o narrador inesperadamente deixa um trecho dos seus dizeres incompletos, denotanto que de fato tenha os deixado. Essa é possivelmente uma das músicas mais bonitas e tocantes pra mim, embora nem mesmo goste tanto - talvez porque desconheço boa parte - dos trabalhos nem dela e do James - embora Sweet Baby James tenha sido cogitada nessa lista.

    Melhor Trecho:

    "So close your eyes, you can close your eyes, it's all right
    I don't know no love songs and I can't sing the blues anymore
    But I can sing this song and you can sing this song
    When I am gone, ooh, when I am gone, ooh, when I..."




    Título: True Colors
    Intérprete: Phill Collins
    Composição: Tom Kelly e William Steinberg
    Álbum/Single: Hits (1998)

    Sobre o artista: Líder do lendário Genesis (pós Peter Gabriel), Phil Collins produziu ao longo da sua carreira solo algumas das maiores músicas pop dos anos 80 e 90, tais como Another Day in Paradise, 再生Against All Odds (Take A Look At Me Now) e a clássica In The Air Tonight. Lembro que já escutava bastante ele quando pequeno por meio dos meus pais, mas só fui me interessar mesmo, durante a adolescência. O interessante é que não tenho nenhum álbum dele - apesar de ter ouvido o último, Testify - mas tenho sua compilação de melhores, Hits (1998). Phil é de Londres e carrega como influências Buddy Rich, The Mahavishnu Orchestra e Weather Report.

    Sobre a música: Engraçado que essa música é original da Cyndi Lauper e escrita por Tom Kelly e William Steinberg, versão que não gosto tanto quanto a dele, embora tenha sido a primeira. Não me recordo muito bem quando a escutei pela primeira vez - é provável que esteja em algum canto pouco inteligível da minha infância - mas lembro quando ela se tornou uma das minhas favoritas de todos os tempos: algumas semanas atrás, quando estranhamente comecei a prestar atenção nas letras. Acho linda. Com um narrador determinado em encorajar sua(seu) suposta(o) amiga(o) ou companheira(o). É uma balada bem bonita e uma das minhas faixas noturnas. O estranho é que gosto de escutar quando estou um pouco triste e cabisbaixo. Literalmente feroz quanto ao embaraçoso rumo que nossa sociedade tomou e anda tomando... Mas parece que é assim mesmo, né. De qualquer forma, acho uma música positiva - não tão "complexa" e bastante pop, do jeito que os indies mais orgulhosos odeiam - e espero que faça sentido pra muitos mais por aí.

    Melhor Trecho:

    "But I see your true colors
    Shining through
    I see your true colors
    And that's why I love you
    So don't be afraid to let them show
    Your true colors
    True colors are beautiful,
    Like a rainbow"




    Título: 再生Love Will Tear Us Apart
    Intérprete: Joy Division
    Composição: Bernard Sumner, Ian Curtis, Stephen Morris e Peter Hook
    Álbum/Single: Substance (1988)

    Sobre o artista: Joy Division é uma das principais bandas advindas do pós-punk inglês dos anos 70 e é seguramente uma das mais influentes no meio. Outra que desconheço bastante, mas admiro seus grandes clássicos. O grupo perdurou até 1980, quando o vocalista, Ian Curtis, cometeu suicidio. Consequentemente, os remanscentes formaram o New Order, alguns anos depois. Ian, provavelmente o emblemático líder e figura de maior destaque entre os demais, cita como influências David Bowie, Lou Reed, Iggy Pop e Jim Morrison.

    Sobre a música: Mais uma que as letras, apesar de simples e objetivas, explicam por si só. E como é verdade que o amor muitas vezes nos separa de quem amamos, não é mesmo? Quantas vezes já me deparei com isso... Difícil até de contar. Recentemente mesmo, mais uma vez, comprovei que, às vezes (boa parte delas), a afirmação é verdadeira. Embora melancólico, esse é sem dúvida um dos hinos da música pop inglesa.

    Melhor Trecho:

    "But love, love wil tear us apart, again
    Love, love will tear us apart, again"




    Título: 再生Maresias
    Intérprete: Robert Miles
    Composição: Roberto Concina
    Álbum/Single: 23 AM (1997)

    Sobre o artista: Robert Miles é um músico eletrônico (downtempo; trance; chill-out) suiço que despontou para o mundo com os sucessos 再生Children e 再生Fable, do seu primeiro álbum de estúdio Dreamland. Um ano depois, seu segundo, 23 AM, foi lançado e apesar de não ter tido uma grande receptividade como o primeiro obteve, algumas faixas se sobressairam. Nessa época ele começou a produzir gravações com uma influência grande do jazz, fundido a melodias eletrônicas. Ele foi notável no trance durante o fim dos anos 90, com músicas sumariamente instrumentais. Não lembro direito como o conheci, mas é provável que tenha sido através de 再生Children, num período em que iniciou meu profundo interesse pela música eletrônica.

    Sobre a música: Ainda lembro até hoje: pela manhã, indo para a escola na perua, escutando essa, um pouco sonolento e, vagarosamente, o amanhecer surgindo, com o sol raiando. Essa é a imagem que mais me relaciono com ela, porém também não me recordo quando a senti atrativa. Sempre gosto de ouvir quando estou viajando, ou simplesmente acompanhando alguma paisagem. Acredito que ela também sempre estará conectada com manhã e a expectativa de um novo dia. Renovar-se, reinventar-se. Positivamente se deliciar da alegria de estar vivo.

    Melhor Trecho:

    Instrumental




    Título: 再生Jens Lekman's Farewell Song to Rocky Dennis
    Intérprete: Jens Lekman
    Composição: Jens Lekman
    Álbum/Single: Oh You're So Silent Jens (2005)

    Sobre o artista: Jens Lekman é um artista indie pop sueco de Gotemburgo. Ele tem apenas três álbuns: When I Said I Wanted to Be Your Dog (2004), Oh You're So Silent Jens (2005) e Night Falls Over Kortedala (2007) e alguns EPs lançados na sua ainda breve, mas já memorável carreira. Lembro que o conheci com Sipping on the Sweet Nectar ("I see myself on my deathbed saying... 'I wish I would have loved less'" - uma das minhas frases também favoritas), do seu terceiro e um dos meus favoritos álbuns, entretanto não me recordo ao certo, pra variar, quando foi a primeira vez que o escutei. Ele é sem dúvida um dos artistas mais originais, talentosos e honestos que conheci recentemente - e olha que é difícil encontrar preciosidades assim na indústria. Mas a pergunta que não quer calar: quando sairá seu próximo álbum, Jens? Pra se ter noção do tanto que ele vive apaixonadamente e livremente sua vida, aposto que não sairá nada novo tão cedo. Vale a pena dar uma chance a ele. A meu ver, suas letras tragicômicas, o carisma e o instrumental retro das suas gravações, estão entre os seus melhores.

    Sobre a música: "You're a drop of blood in my glass of milk"... Aí lhe pergunto, como não amar? Esse trecho é de Shirin, mas tenho quase certeza que 再生Jens Lekman's Farewell Song to Rocky Dennis é minha favorita dele. Rocky Dennis foi um garoto americano portador de uma doença rara chamada displasia craniofacial, que fazia com que seus ossos crescessem descontroladamente, desfigurando seu rosto. A doença não tem cura e ele acabou morrendo aos 16 anos (um filme, intitulado "Mask" (1985), foi produzido narrando sua história). De certa forma essa música, do Jens, simpatiza-se com a vida nada fácil que Dennis precisou forçosamente lidar durante o período que estava vivo, seja no convivio com outras pessoas ou nas complicações que ele enfrentava com a sua saúde. Meu trecho preferido é quando Jens diz que não sabe quem são seus amigos e pede a Rocky Dennis que diga quem os são - numa óbvia analogia à amizade verdadeira que Dennis por um lado desenvolveu na sua adolescência, tendo em vista que preconceituosamente poucos aceitavam estar próximos dele. Sendo assim, apenas seus verdadeiros companheiros estiveram ao seu lado. A música é bem bonita, com uma ambientação bastante noturna e um tanto desalentada. O clima parece um pouco frio, enquanto as notas do piano são tocadas sutilmente por ele, acompanhadas pela letra empática e também solitária - mas sem deixar de ser doce.

    Melhor Trecho:

    "But now I don't know who my friend is
    Can you tell me Rocky Dennis?
    Now I don't know who my friend is
    Can you tell me Rocky Dennis?"




    Título: Regret
    Intérprete: New Order
    Composição: Bernard Sumner, Gillian Gilbert, Peter Hook, Stephen Hague e Stephen Morris
    Álbum/Single: Republic (1993)

    Sobre o artista: New Order! Uma das minhas bandas favoritas. Das lá do topo... Sabe, até gosto do Joy Division, mas às vezes prefiro o positivismo - ou seria o realismo? - dos sucessores do que o negativismo do que generalizadamente eram antes. Sem contar que eu, aficionado que sou pelo eletrônico, ficaria com eles, né. O New Order é a formação original do Joy sem o Ian e com Gillian Gilbert - nada melhor que um toque feminino, não é mesmo? Apesar do meu álbum preferido deles ser o Technique (1989) - escolher entre 再生Love Less, Dream Attack, Vanishing Point e os outros diversos hits deles, não foi fácil - acho que Regret é a faixa que mais me identifico. E sei lá, de uns tempos pra cá, comecei a me dar conta de que sou de fato fã incondicional do Bernard - talvez até mesmo na mesma proporção do Neil e Chris. Fato é que os três participaram de atos que possuem como marca registrada uma produção sonora única. Nada será muito parecido com New Order, assim como nada será muito parecido com Pet Shop Boys. No sentido instigante da coisa mesmo... Uma pena que eles tenham acabado. Sumner, querendo mais eletrônico e Hook, querendo mais rock. Deve ter sido mais ou menos assim, né. Os dois querendo liderar uma das maiores bandas britânicas. Ao menos ainda restam as memórias das épicas obras que realizaram até aqui.

    Sobre a música: "I've seen what a man can do... I've seen all the hate of a woman too"... Ah, New Order. Não lembro quando ouvi Regret pela primeira vez - novamente, escondido em algum canto da minha infância - mas sei que ela sempre foi a música que mais me chamou atenção entre as demais, que também chamam bastante minha atenção. Talvez ela seja a música mais nostálgica que já escutei. A narração é um pouco simples, com um eu-lírico comentando sobre sua vida, alguns acontecimentos dos quais ele pouco se arrepende - embora de uma forma pouco convincente - e claro, sobre amor. Adoro a ambientação, melodia e as letras. O trecho ao final, mesclado aos riffs magistrais do Hook, é indescritível. Ela sempre me leva de volta pra infância, adolescência. Um entardecer urbano de um feriado numa sexta-feira... Fim de outono. Ruas calmas. Folhas caindo no chão. Ê vida...

    Melhor Trecho:

    "Just wait till tomorrow
    I guess that's what they all say
    Just before they fall apart"




    Título: 再生Winning A Battle, Losing The War
    Intérprete: Kings of Convenience
    Composição: Eirik Glambek Bøe e Erlend Øye
    Álbum/Single: Quiet Is The New Loud (2001)

    Sobre o artista: Kings of Convenience é um duo indie pop norueguês de Bergen consistido por Eirik Bøe e Erlend Øye. A primeira vez que os escutei foi numa rádio aqui no Brasil chamada Antena 1 - a música era 再生Misread, uma das mais conhecidas da dupla. Aos poucos fui adquirindo maior interesse, conferindo seus álbuns, b-sides e shows ao vivo em vídeo e MP3, até chegar aos dias atuais, considerando-os um dos meus músicos favoritos e provavelmente uma das bandas mais influentes da minha adolescência. Meu álbum favorito deles ainda continua sendo o Riot On An Empty Street (2004), segundo de estúdio, seguido pelo primeiro, Quiet Is The New Loud (2001) e Declaration Of Dependence (2009), o mais recente. Também gosto bastante e acompanho sempre que possível a carreira solo do Erlend (Unrest é um dos que também entram no meu TOP20, álbuns), bem como seu projeto paralelo com a banda minimal alemã The Whitest Boy Alive. Costumam chamar eles de os Simon & Garfunkel da nossa geração, comparação que até concordo, analisando que seus materiais são mesmo em grande parte acústicos e sonicamente serenos. Pra mim, um dos maiores e mais significativos - ênfase ao lírico - artistas indies surgidos nos últimos tempos. Pena que nunca fui a nenhum show deles (e olha que estiveram no Brasil há pouco tempo), mas sem sombra de dúvidas são um dos que mais admiro.

    Sobre a música: Acho que 再生Winning A Battle, Losing The War foi a primeira música deles que realmente me intrigou. A letra é bastante simples e direta: um narrador dissertando seu amor incondicional a sua amada. Lembro que me serviu muito nas épocas dos meus amores - ainda acho estranho chamar de "amor" até hoje - impossíveis. E eu realmente me sentia naquilo. Dizendo todas essas palavras. Num digno à la "mesmo você não me querendo, estarei ao seu lado". De lá pra cá, as coisas mudaram um pouco - talvez, leia-se amadurecimento - mas de forma alguma cessou o meu intenso desejo de poder declarar uma a uma essas palavras a alguém quando a esse alguém eu estiver conciliado. Acho complicado atualmente fazer aquela coisa toda de cega devoção e paixão enquanto a objetivada desdenha sem pudor dos meus sentimentos, talvez porque tenha aprendido algumas coisas ao longo dessa estrada de 19 anos. Mas é engraçado, sabia... Eu digo isso, mas vira e mexe ainda mantenho essa postura. Que muitas dizem advir da carência e solidão, e exatamente por isso, as ignoram. E bom, o que me resta é humildemente concordar - porque eu de fato não tiro nenhuma razão delas. O mundo - ou as pessoas? - é meio estranho, mas ainda assim continua belo. Esperamos que por um bom tempo ainda...

    Melhor Trecho:

    "Even though I'm not her minder
    Even though she doesn't want me around
    I am on my feet to find her
    To make sure that she is safe from harm"




    Título: Losing My Religion
    Intérprete: R.E.M.
    Composição: Bill Berry, Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck
    Álbum/Single: Out of Time (1991)

    Sobre o artista: R.E.M.! Minha primeira banda alternativa favorita. Por influência direta do meu pai, curiosamente. Lembro até hoje quando ele chegou com o CD de Reveal - o mais engraçado é que, até hoje, ele só gosta de 再生Imitation of Life - e esse se tornou o meu álbum favorito deles. Acho difícil dizer que sou fã realmente assim, mas asseguro que gosto de boa parte dos trabalhos que produziram até aqui. R.E.M. foi formado originalmente por Bill Berry, Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck, sendo que Bill deixou a banda em meados de 1997. Eles são de Athens, Geórgia, Estados Unidos e citam como influências, Patti Smith, Television e The Velvet Underground. Essa é uma banda que teria disposição de ir a um show - ainda que me sentisse um pouco estranho em meio àquela aura toda do rock... Jovens de classe média, brancos, cabelos escuros, óculos. Intelectualidade estampada. Aquela coisa indie que todos percebem quando vão a algo do Radiohead ou, no Brasil, Los Hermanos. Que não tenho nada contra, óbvio. Mas confesso que tenho uma certa aversão aos que se levam tão a sério e esquecem que vão ao banheiro todos os dias. O R.E.M. felizmente é meio pop e, o melhor, genuinamente artístico.

    Sobre a música: Essa é quase sem dúvidas uma das minhas letras preferidas de todos os tempos. Chego próximo a um orgasmo quando o narrador diz que havia dito demais e, em contrapartida, não dito nada, com a intenção de insinuar que havia conversado demais com a sua companhia, mas nada que representasse algum valor ou que verdadeiramente expressasse seus sentimentos por ela. Aquela coisa de geralmente fazemos em encontros: falamos, falamos, falamos, mas raramente o que queríamos mesmo, muitas vezes por timidez. A letra narra boa parte de diversos acontecimentos que já participei: desde a trágica perda da minha religião por alguém ou a conscientização de que aquilo era apenas um sonho. Ah, e quando ele diz que ele achou que ela havia sorrido... Ou até mesmo tentado... É isso, senão minha letra favorita, uma das.

    Melhor Trecho:

    "That's me in the corner
    That's me in the spot light
    Losing my religion
    Trying to keep up with you
    And I don't know if I can do it
    Oh, no I've said too much
    I haven't said enough"




    Título: 再生Love Comes to Everyone
    Intérprete: Eric Clapton
    Composição: George Harrison
    Álbum/Single: Back Home (2005)

    Sobre o artista: Estranho é que conheço bem pouco mesmo os trabalhos do Eric Clapton. Claro, sei da sua existência e a sua influente e grandiosa contribuição ao rock britânico e norte-americano, mas são poucas as suas músicas que escutei até hoje. Eric é inglês, de Ripley, Surrey e suas principais referências musicais são Bob Marley, J.J. Cale, Bo Diddley, Robert Johnson e Bob Dylan. Não lembro quando o escutei pela primeira vez, mas acredito que tenha sido com algum clipe na TV, ou alguma reportagem, matéria, artigo, etc., considerando que ele é bastante popular e um dos mais notórios guitarristas. Esse é, pra mim, um daqueles artistas que nem temos muito interesse em conhecer sua carreira mais a fundo, mas por algum motivo, uma canção sua o cativou. O mais inusitado é que nem mesmo a canção é dele, e sim um cover, oriundo da era solo de um dos beatles, George Harrison.

    Sobre a música: Não sei por que, mas gosto bastante dessa reinterpretação - é provável que tenha muito a ver com os sintetizadores, os vocais de fundo e a campestre voz de Eric. O que mais gosto, óbvio, são as letras que, realmente simples, contem uma das pronuncias que mais acredito: o amor vem para todos. Ainda que esse amor seja uma simples amizade ou o amor de simplesmente fazer o que se ama, estar com quem se ama ou, melhor ainda, a paixão de estar vivo. Sempre a vi de uma forma genérica assim. E sempre a escutei com um ar de ensinamento, com o narrador aconselhando, ao final da sua vida, que o amor, mesmo depois de tudo, vem para todos. Eu sei, excede os limites tradicionais do positivismo, não é mesmo? Mas prefiro que seja assim. E acho que se ao menos mais da metade da população desse planeta pensasse assim, estaríamos bem melhor. É uma forma de se fazer o exercício - que deveria ser diário - de sorrir.

    Melhor Trecho:

    "For you who it always seems blue
    It all, yeah, never rains
    But it pours,
    Still it only takes time...
    'Til love comes to everyone"




    Título: No Ordinary Morning
    Intérprete: Chicane e Tracy Ackerman
    Composição: Nick Bracegirdle e Ray Hedges
    Álbum/Single: Behind the Sun (2000)

    Sobre o artista: Chicane - nome artístico de Nick Bracegirdle - é mais um que conheci por intermédio da compilação eletrônica Very Best of Chillout Sessions da Ministry of Sound. E foi precisamente com essa música, No Ordinary Morning, que era uma das primeiras do primeiro CD da coleção - essa também é possível que tenha sido minha primeira favorita e íntima experiência com o gênero chill-out, pois foi a primeira também a me simpatizar dentre as demais no álbum. Chicane é conhecido pelos hinos eletrônicos Saltwater, 再生Offshore e Sunstroke, que fizeram espesso estrondo nos clubes noturnos por volta do fim da década de 90 e início dos 00s. Desde então, ele optou pela vertente rock/pop, lançando singles como Stoned in Love, em 2006 - com Tom Jones - e Love On The Run, produzida em conjunto com o time de produtores eletropop britânico Xenomania - em específico, Brian Higgins. Alguns admitem (como eu) sentir saudades dos seus tempos áureos e mais experimentais; quando haviam de fato faixas mais instrumentais e uma abordagem bastante chill-out/downtempo, mesclada ao dance/disco. Tudo indica que vem material desse tipo por aí. O que resta é torcer e aguardar, né. Meu álbum favorito dele é o Behind the Sun, segundo de estúdio e sucessor do Far From the Maddening Crowds, seu projeto mais relaxante e puramente eletrônico. Nick ainda promoveu seu rock/eletrônico no Somersault em 2007 - após turbulências com o previsto, mas cancelado Easy to Assemble - antes de obter sucesso e a façanha de um sétimo lugar nos charts britânicos com o remake de Hoppípolla do Sigur Rós, Poppiholla. E de fato, Chicane é pop. E sem vergonha de ser. É um dos atos que mais estranhamente admiro. Estranhamente porque, de uns anos pra cá, venho discordando e até mesmo desprezando alguns dos seus lançamentos. Espero que ele encontre o caminho certo de novo - embora ele insiste em dizer que não é um DJ, e sim um produtor. E eu, de certa forma, pensando bem, concordo. Não o chamaria de um David Guetta do suburbio - acho que Nick é mais que isso - mas a linha de raciocínio segue por aí.

    Sobre a música: It's all about the video, man!



    Melhor Trecho:

    "There were no lies between me and you
    You said nothing of what you knew
    But there was still something in your eyes
    Left me helpless and paralyzed"




    Título: 再生Some Distant Memory
    Intérprete: Electronic
    Composição: Bernard Sumner e Johnny Marr
    Álbum/Single: Electronic (1991)

    Sobre o artista: Electronic é o projeto paralelo do ex-New Order Bernard Sumner e o ex-The Smiths Johnny Marr que permaneceu na ativa durante cerca de 10 anos, desde seu primeiro álbum de estúdio Electronic (1991), produzido em conjunto com Neil Tennant e Chris Lowe do Pet Shop Boys, passando por Raise The Pressure (1996), com a colaboração do ex-Kraftwerk Karl Bartos, para então chegarmos ao último, Twisted Tenderness (1999), mais rock/ruidoso. Posso perfeitamente considerá-los um dos meus duos favoritos, tanto no trabalho aqui comentado, quanto nas carreiras que cada um compôs em suas respectivas bandas de origem. O mais curioso é que, inicialmente, não gostava muito do New Order - isso, por volta de 2006 ou 2007: época que conheci o Electronic - e preferia mais os lançamentos que Marr e Sumner expuseram enquanto juntos. Felizmente a coisa mudou um pouco e hoje acho ambos os atos, adoráveis. Não me recordo muito bem como os conheci, mas suspeito fortemente que foi por meio da conexão primária entre o PSB e eles. É uma pena que não sejam muito reconhecidos. E é uma pena também que as gravações que tanto um quanto o outro, vem realizando, não tenham tanto apelo e valorização quanto antigamente. Mas enfim, né, o tempo chega para todos. Meu álbum favorito deles é esse acima ilustrado, o homônimo Electronic. Revelo que foi difícil escolher minha favorita: de um lado, 再生Getting Away With It, a música biográfica do Morrissey que, humildemente e despretensiosamente, tem muito a ver comigo também; do outro, 再生Some Distant Memory, simples e minimalista em seus versos, que me fizeram um baita sentido nos tempos que a conheci. Ah, e o oboé...

    Sobre a música: Logo de cara foi uma das minhas preferidas no primeiro álbum deles. E a escutei durante uma pós-paixão platônica com uma colega, em meados de 2006 ou 2007. Lembro que naquele tempo tinha, de primeira, estabelecido essa como a emblemática e representativa canção daquele período todo, seja pela letra - que tem realmente bastante a ver com simplesmente tudo que sentia na época - ou pelo instrumental, que é apaixonante. Às vezes fico pensando como músicas, sensíveis e comoventes assim - ainda que banais e simplórias exaustivamentes - não geram tanta atenção mais. Deve ser meu espírito velho... Quase tudo nela é um reflexo de muitas coisas que aconteceram comigo ou que desnudam algumas das minhas particularidades: quando ele diz que tem medo dela, também tive medo dela; quando ele diz que gostaria muito de começar tudo de novo, eu também gostaria; ou quando ele diz que perde o controle quando a vê, eu também perco. Felizmente eu não a vejo há alguns bons 2 ou 1 ano e tenho, afortunadamente, conseguido esquecê-la sem maiores rebuliços. Não convém dizer quem é a dita cuja e nenhuma outra especificação - ela de fato nunca irá ler nada disso e eu, consequentemente, sou um passado meramente insignificante na vida dela. Hoje em dia vejo Some Distant Memory como uma música mais associada com a nostalgia. Pra ser sincero, nunca sequer chorei com ela, ainda que me remeta a tudo isso. Vale como recordação, de alguma memória distante. Mas não sei por que, sempre acho que há muito de Raul naquele final. Não acho que sou frio, mas sim neutro. E há uma certa sensação de neutralidade quando a escuto. Algo esquecido ali, na carreira do Electronic. Pouco popular. Pouco notório. Foi, passou e poucos viram... Ah, e como adoro o "see that girl? She's over there"... Como se eu estivesse apontando ali, ela, pra depois dizer "I don't need her, she don't care". E de fato, "I could be one in a million."

    Melhor Trecho:

    "It's so easy, why are you leaving?
    Is it just because I've grown afraid of you?
    I wish we were at the beginning
    It would be so good to be with you"




    Título: There Is a Light That Never Goes Out
    Intérprete: The Smiths
    Composição: Johnny Marr e Morrissey
    Álbum/Single: The Queen Is Dead (1986)

    Sobre o artista: Smiths! Outra banda que preciso confessar: não sou fã, mas gosto muito de diversos dos seus clássicos - será que isso me faria um fã? - e acho Morrissey um dos maiores letristas que a música britânica contemplou. Sua influência abrange desde o pop com artistas como Duran Duran, Pulp e Blur até o rock alternativo com Oasis, Belle and Sebastian e The Killers. E é um tanto verdade realmente que os Smiths, com apenas 4 álbuns ao total, provocou mais impacto que toda a carreira solo de quase 20 anos do Morrissey. Também é verdade, particularmente, que não gosto de algumas posturas e até mesmo do temperamento fúnebre e instável do Morrissey - embora muitas das suas canções tenham uma enorme relação comigo. Talvez o que não me agrade, seja o que não me agrada em diversas bandas alternativas: a aura preponderada e egocêntrica que muitas vezes se desenvolve em torno disso. A arrogante e desvirtuada mitificação! Com os Smiths felizmente isso não aconteceu de uma forma muito maléfica, apesar de Morrissey ser sim considerado um mito gerações pós gerações - e eu, rendo-me, concordando com méritos. Eles realmente fizeram por onde para serem vistos como superiores e uma das maiores contribuições à música até aqui. Já ouvi muitos comentários, inclusive, que o nosso Legião Urbana é quase uma cópia da imagem que Moz e Marr estabeleceram juntos no Reino Unido. É... O que posso dizer é que, muito do que há no indie, alternativo e pop atual, deve-se muito a estes rapazes. E como é linda músicas como The Boy With the Thorn in His Side, Heaven Knows I'm Miserable Now e Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me... E como nunca ninguém será tão áspero e dissecará a melancolia do ser humano tão arrojadamente - e tão fielmente - quanto Morrissey.

    Sobre a música: There is a light that never goes out... There is a light that never goes out... There is a light that never goes out... There is a light that never goes out... There is a light that never goes out... ...



    Melhor Trecho:

    "And if a double-decker bus
    Crashes into us
    To die by your side
    Such a heavenly way to die
    And if a ten-ton truck
    Kills the both of us
    To die by your side
    Well, the pleasure and the privilege is mine"




    Título: 再生Being Boring
    Intérprete: Pet Shop Boys
    Composição: Chris Lowe e Neil Tennant
    Álbum/Single: Behaviour (1990)

    Sobre o artista: Todos sabem que sou ridiculamente suspeito pra falar do Chris e do Neil, né. Mas enfim... Acho eles não um dos maiores, mas um dos melhores duos ingleses e um dos mais criativos, inteligentes e estupendos atos da música pop. Se quiser comprovar isso, uma dica recente é ver a última turnê do álbum grudento Yes, a Pandeminoum Tour. Esteja certo que poucos fariam isso que eles fazem... E óbvio, isso não fica só por aí. Fundamental uns anos atrás pode sem problemas ser concebido - ao menos a meu ver - como um dos melhores e mais cerebrais álbuns políticos. Mas se você não gosta de misturar política com música - assim como eles contraditoriamente desaprovavam antes - temos Very para os mais extasiantes, Introspective para os mais extrovertidos ou Behaviour para os mais introvertidos. Pet Shop Boys é uma das bandas mais diversificadas e mutáveis que já tive o prazer de conhecer - sempre gosto de usar o exemplo de que, de um lado, temos Closer to Heaven, com a sua impura e depravada sexualidade pop, e do outro, Battleship Potemkin, clássico e erudita. Muitos dizem que isso vem das personalidades de cada um: Chris, mais esportista e descolado; Neil, mais acanhado e culto. Mas eu tenho uma grande suspeita de que ambos tem um pouco de cada um neles. Pet Shop Boys é um artista pra quem não se leva a sério, mas ainda assim se leva na realidade bastante a sério - se é que me entendem... Não acho que receberão as devidas congratulações que merecem com o tempo, mas que Neil e Chris fizeram uma das mais sólidas e consistentes obras na música, isso sim. Cada música, cada letra, cada significado, carinhosamente e inteligentemente expostos pelos dois. De fato, cara, música e, principalmente, o conceito por detrás dela, não tem como ficar melhor que isso... Simplesmente arte! Mas não leve esse último comentário como algo esnobe... Aliás, esnobe é o que os pop-fantásticos aqui menos são...

    Sobre a música: It's all about the video, man! #2



    Melhor Trecho:

    "Now I sit with different faces
    In rented rooms and foreign places
    All the people I was kissing
    Some are here and some are missing
    In the nineteen-nineties
    I never dreamt that I would get to be
    The creature that I always meant to be
    But I thought in spite of dreams
    You'd be sitting somewhere here with me"
  • OK...more likely now?

    2009年 12月 10日 00:09 by FangsFirst

    First, what has been opened from the unopened stack:
    The B-52's' Wild Planet
    Belle and Sebastian's The Boy With The Arab Strap
    Yes' The Yes Album
    The Byrds' Mr. Tambourine Man and Sweetheart of the Rodeo (though I've been told to get the boxset instead...BUT! I have since discovered the box is considered inferior)

    Still to open from earlier I have:
    Electric Light Orchestra's On the Third Day
    Nine Inch Nails' Y34RZ3R0R3M1X3D
    Supertramp's Crime of the Century
    Willie Nelson's Shotgun Willie
    Ted Nugent's Free-For-All
    Steely Dan's Everything Must Go
    Modest Mouse's The Moon & Antarctica
    Jackson Browne's Running On Empty in a rather cheap remaindered deluxe edition (to replace an already-sold barebones release)
    And the John Coltrane set The Impulse! Albums Volume 1 which includes Coltrane, Duke Ellington and John Coltrane, Live at The Village Vanguard, Africa/Brass and Ballads.
    Weather Report's Weather Report, Black Market and Heavy Weather
    The Band's Rock Of Ages
    The Black Keys' Chulahoma EP
    Lindsey Buckingham's Go Insane
    The Decemberists' The Crane Wife
    Devo's Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!
    Jimi Hendrix's Band Of Gypsys
    Jethro Tull's Thick As A Brick
    Roxy Music's Avalon
    Paul Simon's Still Crazy After All These Years
    Ennio Morricone's score for The Mission

    And adding, unopened:
    KISS' Hotter Than Hell
    Philip Glass' Glassworks
    Bill Evans' The Complete Village Vanguard Recordings, 1961
    U2's remastered Boy, October and War

    And, for the Rest of October:
    Millions of Brazilians' Half Horse/Half Horse
    Electric Six's new album Kill
    Rammstein's new album Liebe ist für alle da in fancy pants 2 disc edition (not ultra limited with bottles of lube and vibrators--no, I'm not kidding)
    Lyle Lovett's new album Natural Forces
    Electric Six's other remaining albums Señor Smoke, Switzerland, and rarities compilation Sexy Trash
    Pinback's Tour EPs-- Arrive-having eaten, Ascii EP, Live In Donny's Garage, More or Less LIVE in a Few Different Places, and This Is A Pinback Tour EP
    Foo Fighters' Greatest Hits in its deluxe form with DVD (incomplete but thorough set of music videos)
    Slayer's new one World Painted Blood in deluxe form
    Minus the Bear's Acoustics EP and remix album Interpretaciones Del Oso
    Twin Tigers' Curious Faces/Violet Future
    Billy Joel's The Nylon Curtain
    Michael Jackson's Bad and Dangerous
    Tom Waits' Glitter And Doom Live
    Halford's holiday album (!), Halford 3: Winter Songs
    The Jimi Hendrix Experience's Axis: Bold As Love
    and, of course:

    Big Star's #1 Record and Radio City on a single disc, as well as the Keep An Eye On the Sky box set.
  • Top 15 albums that hang around my ears the last 3 months.

    2009年 10月 29日 03:04 by islandis

  • Likely the ALMOST last entry for the year...

    2009年 10月 17日 12:26 by FangsFirst

    First, what has been opened from the unopened stack:
    Calexico and Iron & Wine's collaborative In the Reins EP
    Sigur Rós' Hvarf/Heim
    Aimee Mann's @#%&*! Smilers
    The Black Keys' Rubber Factory
    Idea

    Still to open from earlier I have:
    The B-52's' Wild Planet
    Belle and Sebastian's The Boy With The Arab Strap
    Electric Light Orchestra's On the Third Day
    Nine Inch Nails' Y34RZ3R0R3M1X3D
    Supertramp's Crime of the Century
    Willie Nelson's Shotgun Willie
    Ted Nugent's Free-For-All
    Steely Dan's Everything Must Go
    Modest Mouse's The Moon & Antarctica
    Jackson Browne's Running On Empty in a rather cheap remaindered deluxe edition (to replace an already-sold barebones release)
    And the John Coltrane set The Impulse! Albums Volume 1 which includes Coltrane, Duke Ellington and John Coltrane, Live at The Village Vanguard, Africa/Brass and Ballads.

    And adding, unopened:

    Weather Report's Weather Report, Black Market and Heavy Weather
    Yes' The Yes Album
    The Band's Rock Of Ages
    The Black Keys' Chulahoma EP
    Lindsey Buckingham's Go Insane
    The Byrds' Mr. Tambourine Man and Sweetheart of the Rodeo (though I've been told to get the boxset instead...)
    The Decemberists' The Crane Wife
    Devo's Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!
    Jimi Hendrix's Band Of Gypsys
    Jethro Tull's Thick As A Brick
    Roxy Music's Avalon
    Paul Simon's Still Crazy After All These Years
    Ennio Morricone's score for The Mission


    And, for the rest of June:

    Goblin's Perché Si Uccidono (recorded as Il Reale Impero Britanico)
    Andrew Bird's Noble Beast and Useless Creatures
    Coheed and Cambria's Good Apollo I'm Burning Star IV | Volume Two: No World For Tomorrow on vinyl


    And July:
    David Bowie's Earthling
    The Doobie Brothers' The Captain & Me
    Lindsey Buckingham's Out of the Cradle
    Suffocation's latest, Blood Oath
    Paul Simon's Paul Simon
    The Paul Butterfield Blues Band's The Paul Butterfield Blues Band
    Dio's Holy Diver
    Fast Times at Ridgmont High's soundtrack

    August:
    Jethro Tull's Aqualung
    Jeff Beck's Truth and Blow By Blow
    Blue Öyster Cult's Spectres and Agents of Fortune
    fun.'s Aim & Ignite
    The Dave Brubeck Quartet's Time Out (in ultra fancy deluxe form)
    Elvis Costello's Secret, Profane and Sugarcane
    Iron & Wine's Around the Well compilation
    Boston's Boston and Don't Look Back

    September:
    Mark Knopfler's Get Lucky
    The Allman Brothers Band's Eat A Peach (deluxe)
    Cream's Disraeli Gears (deluxe)
    Brother Ali's Us
    They Might Be Giants' latest kids' album Here Comes Science
    Public Enemy's Fear Of A Black Planet
    Billy Joel's 52nd Street and An Innocent Man
    Alice in Chains' Black Gives Way To Blue
    Pearl Jam's Backspacer on vinyl
    and The Beatles' stereo remastered box set, meaning:
    Please Please Me, With the Beatles, A Hard Day's Night, Beatles for Sale, Help!,* Rubber Soul,* Revolver,* Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band,* Magical Mystery Tour,* The White Album,* Yellow Submarine,* Abbey Road,* Let It Be* and The Past Masters*
    *=replacing old version

    October:
    Mission of Burma's The Sound of the Speed of Light
    Dead Man's Bones' Dead Man's Bones
    The Mountain Goats' Life of the World to Come
    Minus the Bear's Planet of Ice
    The Avett Brothers' I And Love And You
    BrakesBrakesBrakes' Touchdown
    Pearl Jam's Backspacer
    and on vinyl:

    We Were Promised Jetpacks' These Four Walls
    The Twilight Sad's Forget The Night Ahead
    Todd Rundgren's Hermit of Mink Hollow
    Genesis' Trespass
    The Boomtown Rats' Mondo Bongo
  • Wayne Shorter

    2009年 09月 27日 09:06 by robertitus

    –En cierta oportunidad usted dijo que “componer es improvisar lentamente”. ¿Podría desarrollar esa idea?
    –Cuando uno compone tiene que disminuir velocidad de la marcha, ir a un paso más lento del que normalmente iríamos en otras circunstancias. Uno va y viene. Fíjese por ejemplo en la Quinta Sinfonía de Beethoven. Si observa la partitura original, va a ver que él hizo un montón de versiones de esas primeras notas tan famosas que todos conocemos, hasta que finalmente se decidió por una y descartó las otras. Así es como suelen trabajar muchos compositores, aunque después uno lea en sus biografías que “súbitamente, la inspiración descendió sobre él y bla, bla, bla”. No, se trabaja lentamente y se busca lo que mejor funciona para la música, y esa es la única forma que tiene un músico para comprometerse, ya no con lo que hace, sino con toda la humanidad.
    –Ya que menciona a un compositor de los llamados “cultos”, ¿qué fue lo que lo llevó en sus últimos discos a trabajar sobre lo escrito por compositores como Mendelsohn y Sibelius?
    –Y también Villalobos y, ya que lo dice, próximamente sobre Ginastera (en 1972 o 1973, no recuerdo exactamente, estuve con Weather Report en la Argentina y la viuda de Ginastera era la productora de esos conciertos, en los que también estaba Friedrich Gulda). Ahora bien, decidí trabajar sobre obras de esos compositores que menciona porque no es cuestión de que todo sea yo y nada más que yo y mis composiciones. Para mí, humanidad es la capacidad de poder apreciar lo que otros hicieron o están haciendo, con independencia de lo que yo mismo haga.
    –Además de la gran consideración que goza como intérprete, buena parte de su reputación proviene de la composición. Sin embargo, usted toca muchos de sus propios temas y, con el tiempo, va introduciendo modificaciones que, en ocasiones, los aleja mucho de lo que alguna vez fueron.
    –¿Y no pase lo mismo con todos nosotros? ¿Acaso no crecemos y nos convertimos en otra cosa? Supongo que la esencia de mis temas, como la de todo lo que existe, es eterna. Pero la música, como los seres humanos, debe crecer y, en cierta forma, morir para llegar a ser algo nuevo.
    –Volviendo a sus composiciones, ¿cómo se siente cuando las oye interpretadas por otros?
    –No es asunto mío, sino de quién se toma el trabajo de usar mis composiciones para lograr algo distinto. Si yo me opusiera a eso –y sólo lo hago cuando el propósito es exclusivamente comercial–, estaría contradiciendo lo que creo. Lo mío es la sustancia, no la forma que algo que escribí vaya a asumir. La música es como barro que hay que modelar. Y, repito, lo que importa es la sustancia, no la forma. No sentirme atado a nada es algo que aprendí del budismo. La sujeción a lo que sea causa sufrimiento.
    , Ñ, 22/10/05Wayne ShorterMendelsohnSibeliusWeather ReportFriedrich Gulda
  • Ironic indirect influences on nu-metal

    2009年 08月 25日 10:11 by HuskerDuMaur

    This is something that's been on my mind recently:

    You all know that nu-metal bands took an assload of influence from funk metal bands like RHCP, Jane's Addiction, Primus, Mr. Bungle, and Faith No More, but the funny thing is that the bands influencing their influences are so vast in genres and yet have nothing directly to do with their sound. I made a list of such bands:

    XTC
    Talking Heads
    Frank Zappa
    Captain Beefheart and His Magic Band
    Devo
    The Residents
    Peter Gabriel
    Bauhaus
    Bob Marley
    Parliament
    Funkadelic
    The Germs
    The Stooges
    The Velvet Underground
    Rush
    Pink Floyd
    Oingo Boingo
    Grateful Dead
    King Crimson
    Sly & The Family Stone
    Jimi Hendrix
    Fela Kuti
    The Smiths
    Public Image Ltd.
    Dead Kennedys
    Brian Eno
    Black Flag
    Burt Bacharach
    Bad Brains
    Gang of Four
    Minutemen
    The Doors
    David Bowie
    The Jesus and Mary Chain
    The Cure
    The Beach Boys
    Roxy Music
    Siouxsie and the Banshees
    Ennio Morricone
    John Zorn
    Queen
    Sammy Davis Jr.
    Weather Report
    Return to Forever
  • Статистика, часть 5: джаз // Stats, part 5: jazz

    2009年 08月 21日 01:15 by -273C

    Очередной пост, посвященный статистике. Сегодня нашей темой является джаз (точнее, топ-100 тега ).

    Just another one statistical post. Jazz is our field of research today (top-100 of the tag , to be exact).

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    mainstream
    russian rock
    progressive rock
    black metal

    Сначала наше традиционное упорядочение по количеству прослушиваний и слушателей.

    First of all, our traditional arrangement with respect to number of plays and number of listeners.








    И тут, и там наиболее популярным исполнителем является Amy Winehouse (и, да, по личным соображениям я убрал из статистики Тома Уэйтса). Дальше начинается вполне классический джаз - Norah Jones, Frank Sinatra, Louis Armstrong и так далее.

    In both cases the most popular artist is Amy Winehouse (and, yes, I supposed it would be correct to exclude Tom Waits from jazz stats). Then the things go more classical: Norah Jones, Frank Sinatra, Louis Armstrong and so on.


    Pic. 3


    А вот так выглядит общая зависимость количества прослушиваний джазовых исполнителей от числа слушателей. Заметно, что чем правее, тем сильнее эта зависимость идет вверх. Таким образом, получается, что лидеры находятся на каком-то особенном положении у слушателей.

    And that's the way, general dependence of playcount to number of listeners looks like. You can notice, it's bending upwards with growing number of listeners. So, that means, the leaders of our statistics are treated by listeners in a different way, than other artists.




    Это также подтверждается графиком удельного числа прослушиваний (число прослушиваний делить на число слушателей для каждого исполнителя). Вообще, у джаза этот показатель оказался рекордно низким - в среднем 11 прослушиваний. Наибольший показатель у вездесущей Эми Уайнхаус - 32.

    The graph of specific number of scrobbles (a playcount divided by number of listeners for each artist) confirms that notation. Surprisingly, jazz artists have very low specific scrobble number - 11 in average. Amy Winehouse has the highest one - 32.


    Pic. 5


    Гистограмма лишь подтверждает печальный факт концентрации удельного числа прослушиваний вблизи рекордно низких значений, в целом по форме повторяя распределение для других жанров. Джаз умер?

    The histogram just supports concentrating of specific number of scrobbles near very low values, repeating the histogram for other genres in general. Sad, but true. Is jazz dead?


    Pic. 6


    Немного статистики по активности слушателей в рупорах исполнителей. Как видно из графика, какой-либо строгой зависимости числа сообщений в рупоре от числа слушателей не наблюдается. То, что более популярным исполнителям больше пишут, понятно и так. Кстати, Эми Уайнхаус я сюда не включил - взглянув на следующий график, вы поймете, почему.

    Some stats about the user activity in shoutboxes. As one can see, there's no strict dependence of number of shouts to number of listeners. It's obvious, that more popular artists should get more shouts. By the way, Amy Winehouse isn't included here - see the next plot to understand why.


    Pic.7


    А вот зависимость числа сообщений в рупоре от удельного числа прослушиваний. Эми Уайнхаус и здесь лидирует, причем с шестикратным отрывом. Короче говоря, для джаза она - исполнитель, аномальный по всем параметрам) А вот если убрать Эми, то будет видно обнаруженое ранее явление: среднее удельное число прослушиваний является чем-то вроде барьера, разделяющего исполнителей с малым и с большим числом сообщений в рупоре. Посмотрим, что покажут другие жанры)

    And here's the dependence of number of shouts in the shoutbox to specific number of scrobbles. Amy Winehouse takes the lead again, having six times more shouts than others. So, she's really anomalous for the jazz. And without Amy, the graph exhibits the property, found in previous research: average specific number of scrobbles behaves like a barrier, separating artists with few shouts from artists with lots of them. Let us see, what another genres would show us the next time)

    P.S. Суммарное число прослушиваний в top-100 джаза - 348 миллионов.
    The total playcount in 's top-100 is 348 millions.

    P.P.S. Спасибо Hzlqgmnzhh за полезный скрипт.
    Thanks to Hzlqgmnzhh for his script.

    List of considered artists:

    Miles Davis, Billie Holiday, Nina Simone, Ella Fitzgerald, John Coltrane, Frank Sinatra, Norah Jones, Diana Krall, Louis Armstrong, Herbie Hancock, Charles Mingus, Chet Baker, Amy Winehouse, Thelonious Monk, Jamie Cullum, Duke Ellington, Django Reinhardt, Charlie Parker, Bill Evans, Michael Buble', Katie Melua, Madeleine Peyroux, Nat King Cole, Ray Charles, Sarah Vaughan, Esbjo"rn Svensson Trio, Keith Jarrett, Dave Brubeck, Stan Getz, Pat Metheny, The Cinematic Orchestra, Oscar Peterson, Cassandra Wilson, Count Basie, Pat Metheny Group, Dizzy Gillespie, Dinah Washington, Koop, Weather Report, John Zorn, Richard Cheese, Sonny Rollins, Wayne Shorter, Pink Martini, The Bad Plus, Chick Corea, Wes Montgomery, George Benson, Melody Gardot, Dexter Gordon, Julie London, Brad Mehldau, Cannonball Adderley, Squirrel Nut Zippers, Eva Cassidy, Stacey Kent, Benny Goodman, John Scofield, Horace Silver, Room Eleven, The Dave Brubeck Quartet, Skalpel, Astrud Gilberto, Marcus Miller, Jan Garbarek, Wynton Marsalis, Lee Morgan, Tord Gustavsen Trio, Peggy Lee, Glenn Miller, Bill Frisell, Jimmy Smith, Jaga Jazzist, Sade, Harry Connick, Jr., Freddie Hubbard, Donald Byrd, Bill Evans Trio, Lisa Ekdahl, Lizz Wright, Erik Truffaz, Ella Fitzgerald & Louis, Ornette Coleman, Blossom Dearie, Jaco Pastorius, Sun Ra, Etta James, The Cat Empire, Paolo Conte, Art Blakey & The Jazz Messengers, Mahavishnu Orchestra, Grant Green, Avishai Cohen, Quincy Jones, Al Di Meola, Keiko Matsui, Al Jarreau, Morphine, Silje Nergaard